Hepatites


O que é?

Hepatite é a inflamação do fígado. As causas mais comuns são os vírus das hepatites A, B e C (D e E são mais raras no Brasil), mas álcool, medicamentos, gordura no fígado e doenças autoimunes também causam hepatite — e parte da consulta é separar uma coisa da outra. As hepatites A e E se transmitem por água e alimentos contaminados e costumam se curar sozinhas; em transplantados e outros imunossuprimidos, a E pode ficar crônica. A hepatite B se transmite por sangue, por via sexual e da mãe para o bebê; a C, principalmente por sangue. As duas podem se tornar crônicas: ficam anos em silêncio enquanto, devagar, causam cirrose e aumentam o risco de câncer de fígado.


Dois fatos mudaram a história dessas doenças. A hepatite C tem cura: um tratamento em comprimidos, por 8 a 12 semanas, que cura mais de 95% dos casos e é fornecido pelo SUS. E a hepatite B tem vacina, que protege por toda a vida, além de remédios que controlam o vírus quando a infecção já é crônica.


Nas pessoas imunossuprimidas as hepatites têm um peso especial. A hepatite B pode reativar — voltar a se multiplicar — quando a imunidade cai por quimioterapia, imunobiológicos, corticoide em dose alta ou transplante, mesmo em quem teve a infecção décadas atrás e se considerava curado. Por isso o rastreio de hepatites B e C faz parte do seguimento de imunossuprimidos, antes de começar o tratamento que baixa a imunidade, e a vacinação contra hepatite B é prioridade nesse grupo. É a área em que o Dr. Marlon Moreli concentra sua atuação.

Sintomas e Diagnóstico

A maior parte das hepatites crônicas não dá sintoma nenhum por anos. Quando aparecem, os sinais são cansaço, enjoo, perda de apetite, dor do lado direito do abdome, febre baixa, urina escura, fezes claras e icterícia — pele e olhos amarelados. Nas hepatites B e C, sintomas costumam significar doença já avançada, o que é mais um motivo para não esperar por eles.


O diagnóstico é por exame de sangue: as sorologias identificam qual é o vírus, se a infecção é antiga ou atual e se há imunidade pela vacina; a carga viral mede quanto vírus circula; e as enzimas do fígado mostram se há inflamação. Testes rápidos de hepatites B e C são gratuitos na rede pública. Quem deve testar: todo adulto ao menos uma vez na vida; quem recebeu transfusão antes de 1993; quem já compartilhou agulhas ou fez tatuagem, piercing ou procedimentos com material não esterilizado; parceiros e familiares de quem tem hepatite B; gestantes; pessoas vivendo com HIV — e todo paciente que vai iniciar imunossupressão.


Quando a infecção é crônica, a avaliação inclui o grau de fibrose — quanto o fígado já cicatrizou — por elastografia, um exame parecido com o ultrassom e sem dor, ou por índices calculados a partir do sangue; a biópsia hoje é exceção. Quem tem cirrose ou risco de câncer de fígado entra em ultrassom periódico.

Tratamento

Hepatite C.  Comprimidos por 8 a 12 semanas, praticamente sem efeitos colaterais, com cura em mais de 95% dos casos, fornecidos pelo SUS. Curar reduz o risco de cirrose e de câncer, mas quem já tem fibrose avançada continua em acompanhamento mesmo depois da cura.


Hepatite B. Não tem cura definitiva, mas tem controle: antivirais em comprimido diário, bem tolerados e também fornecidos pelo SUS, que zeram a multiplicação do vírus e freiam a doença. Nem todo portador precisa tratar de imediato — a decisão depende da carga viral, das enzimas, da fibrose e da idade, e é revista periodicamente. Quem não trata, acompanha.


Profilaxia da reativação. Em quem vai receber quimioterapia, imunobiológicos, corticoide prolongado ou transplante e tem marcadores de hepatite B, o antiviral é iniciado antes da imunossupressão e mantido por meses depois dela, para impedir a reativação — decisão tomada junto com o oncologista, o reumatologista ou a equipe de transplante.


Hepatites A e E e casos agudos. Tratamento de suporte: repouso, hidratação, suspensão do álcool e dos medicamentos que sobrecarregam o fígado, e observação até a recuperação, que costuma ser completa.


Prevenção. Vacina contra hepatite B para todas as idades, gratuita no SUS, e contra hepatite A; preservativo; material descartável em qualquer procedimento com sangue; e testagem de parceiros e familiares de quem tem hepatite B.

Como é o atendimento?

A consulta não tem tempo limitado. O Dr. Marlon revisa os exames que o paciente já tem, define quais faltam — sorologias completas, carga viral, avaliação de fibrose — e explica, em linguagem clara, o que o resultado significa: infecção antiga e resolvida, imunidade pela vacina, ou infecção ativa que precisa tratar ou acompanhar.


Para hepatites B e C, o tratamento é prescrito em consulta e a medicação é retirada no SUS. Na hepatite C, o acompanhamento e o exame que confirma a cura são feitos com o Dr. Marlon; na hepatite B, o retorno é semestral quando o quadro está estável, com exames de sangue e, quando indicado, ultrassom. Quem vai iniciar imunossupressão sai da consulta com o rastreio feito e, se necessário, com a profilaxia já em andamento — e o médico assistente recebe as recomendações.


O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta, que funciona bem para retornos, revisão de exames e orientação de quem mora em outra cidade.

Dr. Marlon Moreli

Infectologista


O Dr. Marlon Moreli é médico infectologista (CRM-ES 13709, RQE 15263), com residência em Infectologia no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM-UFES) e pós-graduação em Infecção em Imunossuprimidos não HIV pela Faculdade Sírio-Libanês. É a esse grupo de pacientes que dedica a maior parte da sua atuação: pessoas transplantadas, em uso de imunobiológicos, corticoide prolongado ou quimioterapia, e pessoas vivendo com HIV.


No consultório, o trabalho é o seguimento: entender a causa da imunossupressão, prevenir infecções com vacinas, rastreios e profilaxias, e tratar cedo quando elas acontecem, em conjunto com o médico que conduz o tratamento de base. HIV, PrEP e PEP, hepatites e infecções sexualmente transmissíveis também fazem parte da rotina.


Fora do consultório, atua como infectologista na Rede Meridional, em Cariacica, no Hospital Estadual Dr. Dório Silva, na Serra, e no Centro de Testagem e Aconselhamento de Vitória, e como médico da qualidade no Hospital Estadual Central, em Vitória.


As consultas não têm tempo limitado, e o contato é direto com o médico, sem intermediários. O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta para todo o Brasil. Se você busca acompanhamento em Infectologia, agende uma consulta.

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