Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)


O que é?

ISTs — infecções sexualmente transmissíveis, antes chamadas de DSTs — são infecções passadas principalmente na relação sexual sem preservativo: sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase, herpes genital, HPV, hepatite B e HIV, entre outras. Muitas não dão sintoma nenhum, ou dão sintomas discretos que passam sozinhos — e é assim que continuam sendo transmitidas e, sem tratamento, causam infertilidade, dor pélvica crônica, complicações na gravidez, câncer (no caso do HPV) e doença neurológica (no caso da sífilis).


A boa notícia é que a maioria tem tratamento simples e rápido, quase sempre gratuito no SUS, e várias têm prevenção específica: vacinas contra HPV e hepatite B, PrEP e PEP para o HIV, preservativo para todas.


Em quem tem a imunidade reduzida — pessoas vivendo com HIV, transplantados, quem usa imunobiológicos ou corticoide — as ISTs se comportam diferente: a sífilis pode ter apresentação atípica e chegar mais cedo ao sistema nervoso; o HPV persiste mais e evolui com mais frequência para lesões pré-cancerosas; o herpes genital recorre mais e com lesões maiores. Por isso o rastreio periódico de ISTs faz parte do seguimento de imunossuprimidos e do acompanhamento de HIV e PrEP.

Sintomas e Diagnóstico

Os sinais mais comuns são corrimento uretral ou vaginal, ardência ao urinar, feridas ou bolhas nos genitais, no ânus ou na boca, verrugas, coceira, dor pélvica, sangramento fora do período e dor na relação. Uma ferida indolor que some sozinha é a cara da sífilis — e o desaparecimento não é cura: manchas no corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, semanas depois, são a fase seguinte.


O diagnóstico combina o exame clínico com testes dirigidos: testes rápidos e sorologias de sangue (sífilis, HIV, hepatites B e C); exames de urina ou de secreção por biologia molecular para gonorreia, clamídia e tricomonas — inclusive de garganta e ânus, conforme a prática sexual —; e avaliação das lesões. Muitas ISTs coexistem: quem tem uma deve testar as outras.


Quem deve fazer rastreio mesmo sem sintomas: quem tem parcerias novas ou múltiplas; quem usa PrEP, a cada três meses; pessoas vivendo com HIV, ao menos uma vez por ano ou mais conforme a exposição; gestantes; e quem teve uma exposição de risco ou uma parceria com diagnóstico de IST.

Tratamento

Bacterianas.  Sífilis, gonorreia e clamídia se curam com antibiótico — a sífilis com penicilina, em uma ou três doses conforme a fase; gonorreia e clamídia com esquemas curtos. A sífilis exige exames de controle por um a dois anos para confirmar a cura e, em pessoas com HIV, pode precisar de avaliação do líquido da espinha quando há sinais neurológicos ou oculares.


Virais. Herpes genital e HPV não têm cura definitiva, mas têm controle. No herpes, o antiviral encurta as crises e, quando elas são frequentes ou intensas — como costuma acontecer em imunossuprimidos —, pode ser usado de forma contínua para evitá-las. No HPV, as verrugas são tratadas e as lesões pré-cancerosas acompanhadas e removidas quando necessário; a vacina previne os tipos mais perigosos, vale até os 45 anos e tem indicação especial para imunossuprimidos, que a recebem pelo SUS.


Parcerias. Tratar a parceria ao mesmo tempo é parte do tratamento: sem isso, a reinfecção é a regra. A consulta inclui orientação de como comunicar e onde a parceria pode se tratar.


Prevenção. Preservativo em toda relação; vacinas contra HPV e hepatite B; PrEP para quem tem exposição frequente ao HIV; PEP depois de uma exposição de risco; e testagem periódica. Uma IST recente é, por si, motivo para conversar sobre PrEP.

Como é o atendimento?

A consulta é sigilosa, sem julgamento e sem tempo limitado. O Dr. Marlon examina, pede os testes dirigidos à situação — incluindo os de garganta e ânus quando cabem — e, quando o quadro clínico é claro, inicia o tratamento no mesmo dia, sem esperar resultado.


O retorno avalia a resposta ao tratamento, revisa os exames das outras ISTs e organiza a prevenção dali em diante: vacinas que faltam, rastreio das parcerias, indicação ou não de PrEP. Para quem vive com HIV ou é imunossuprimido, o rastreio de ISTs entra no calendário do seguimento, junto com as vacinas e os demais exames.


O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta — útil para resultados, retornos e orientação de prevenção; o exame de lesões é presencial, e os exames laboratoriais podem ser feitos onde o paciente mora.

Dr. Marlon Moreli

Infectologista


O Dr. Marlon Moreli é médico infectologista (CRM-ES 13709, RQE 15263), com residência em Infectologia no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM-UFES) e pós-graduação em Infecção em Imunossuprimidos não HIV pela Faculdade Sírio-Libanês. É a esse grupo de pacientes que dedica a maior parte da sua atuação: pessoas transplantadas, em uso de imunobiológicos, corticoide prolongado ou quimioterapia, e pessoas vivendo com HIV.


No consultório, o trabalho é o seguimento: entender a causa da imunossupressão, prevenir infecções com vacinas, rastreios e profilaxias, e tratar cedo quando elas acontecem, em conjunto com o médico que conduz o tratamento de base. HIV, PrEP e PEP, hepatites e infecções sexualmente transmissíveis também fazem parte da rotina.


Fora do consultório, atua como infectologista na Rede Meridional, em Cariacica, no Hospital Estadual Dr. Dório Silva, na Serra, e no Centro de Testagem e Aconselhamento de Vitória, e como médico da qualidade no Hospital Estadual Central, em Vitória.


As consultas não têm tempo limitado, e o contato é direto com o médico, sem intermediários. O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta para todo o Brasil. Se você busca acompanhamento em Infectologia, agende uma consulta.

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