HIV, AIDS, PrEP e PEP


O que é?

O HIV é o vírus que ataca as células de defesa do organismo. Ter HIV não é o mesmo que ter aids: aids é o estágio avançado, que só acontece quando não há tratamento — depois de anos de queda da imunidade, aparecem infecções e doenças oportunistas. Com tratamento, isso não acontece: quem vive com HIV e toma a medicação corretamente tem a mesma expectativa de vida de quem não tem o vírus.


O vírus se transmite por relação sexual sem preservativo, por sangue (compartilhamento de agulhas e seringas, acidentes com material biológico) e da mãe para o bebê na gestação, no parto ou na amamentação. Não se transmite por beijo, abraço, suor, lágrima, copos, talheres ou banheiro.


Hoje o cuidado em HIV tem três frentes: tratar quem vive com o vírus, evitar a infecção em quem está exposto (PrEP) e agir rápido depois de uma exposição de risco (PEP). O Dr. Marlon Moreli atende as três — e acompanha pessoas vivendo com HIV também dentro do seguimento de imunossuprimidos, enquanto a imunidade ainda está se recuperando.

Sintomas e Diagnóstico

Nas primeiras semanas depois da infecção, algumas pessoas têm um quadro parecido com gripe ou dengue — febre, dor no corpo, garganta inflamada, manchas na pele, gânglios aumentados — que passa sozinho. Depois disso o vírus pode ficar anos sem dar sinal. Por isso não dá para saber se alguém tem HIV pela aparência ou pelos sintomas: só o teste diz.


O diagnóstico é simples: teste rápido, com resultado em minutos e gratuito na rede pública, ou exame de sangue. Um detalhe importante é a janela imunológica — o período entre a exposição e o momento em que o teste consegue detectar o vírus, em geral de 30 dias; alguns exames de laboratório encurtam esse prazo. Um teste negativo feito logo depois de uma situação de risco precisa ser repetido.


Quem deve testar: qualquer pessoa com vida sexual ativa, ao menos uma vez por ano; quem teve uma exposição de risco; quem tem outra IST; gestantes; e quem tem sintomas ou exames sem explicação — o HIV ainda é descoberto tarde com frequência, e quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples o tratamento. Um resultado positivo é confirmado com um segundo exame; em seguida, a carga viral e o CD4 mostram o ponto de partida.

Tratamento

Quem vive com HIV começa a tratar assim que o diagnóstico é confirmado, independentemente do CD4. O tratamento antirretroviral é simples — no Brasil, um ou dois comprimidos por dia no início —, bem tolerado e fornecido gratuitamente pelo SUS mediante receita, inclusive receita de médico particular. Em alguns meses a carga viral fica indetectável, e aí vale a regra que mudou a vida de quem tem o vírus: Indetectável = Intransmissível. Quem mantém a carga viral indetectável não transmite o HIV por via sexual.


O acompanhamento depois disso é leve: consultas e exames a cada seis meses quando tudo está estável, atenção a vacinas, colesterol, ossos, rins e saúde mental, e ajustes de medicação quando surgem interações ou efeitos. Quando o diagnóstico chega tarde, com a imunidade muito baixa, o cuidado inicial é mais intenso — prevenir e tratar infecções oportunistas — e é aí que a experiência em imunossuprimidos faz diferença.


PrEP (profilaxia pré-exposição).  Medicação tomada por quem não tem HIV para não se infectar. Indicada para quem tem exposição frequente ao vírus — sexo sem preservativo com parcerias de status desconhecido, parceria que vive com HIV e ainda não está indetectável, IST recente, uso repetido de PEP. Há o esquema diário e, para alguns perfis, o esquema sob demanda, tomado antes e depois da relação; a opção injetável de longa duração já é vendida na rede particular e está em avaliação para entrar no SUS. A PrEP exige teste de HIV antes de começar e a cada três meses, além de acompanhamento da função dos rins.


PEP (profilaxia pós-exposição).  Medicação de emergência para depois de uma situação de risco — relação sem preservativo ou com rompimento do preservativo, acidente com agulha ou material biológico, violência sexual. Precisa começar o quanto antes: idealmente nas primeiras duas horas e no máximo em 72 horas. São 28 dias de comprimidos e um teste de HIV ao final. Se já passou de 72 horas, ainda vale consultar: cabe testar, tratar outras ISTs e avaliar se a PrEP faz sentido dali em diante.


Preservativo, testagem regular e tratamento das outras ISTs completam o que se chama de prevenção combinada — nenhuma dessas estratégias exclui a outra.

Como é o atendimento?

A consulta é sigilosa, sem julgamento e sem tempo limitado. Quem acabou de receber um diagnóstico sai da primeira consulta com as perguntas respondidas, os exames iniciais pedidos e, na maioria dos casos, com o tratamento já começando. Quem já trata e quer trocar de médico ou revisar o esquema traz os exames anteriores e a medicação em uso.


Para PrEP, a primeira consulta inclui teste de HIV, exames dos rins e de outras ISTs e a escolha do esquema; os retornos são a cada três meses. Para PEP, o atendimento é de urgência: procure na hora um pronto-atendimento ou uma unidade do SUS que forneça a PEP.


O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta — que funciona bem para retornos do tratamento, acompanhamento de PrEP e orientação inicial, com os exames feitos onde o paciente mora.

Dr. Marlon Moreli

Infectologista


O Dr. Marlon Moreli é médico infectologista (CRM-ES 13709, RQE 15263), com residência em Infectologia no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM-UFES) e pós-graduação em Infecção em Imunossuprimidos não HIV pela Faculdade Sírio-Libanês. É a esse grupo de pacientes que dedica a maior parte da sua atuação: pessoas transplantadas, em uso de imunobiológicos, corticoide prolongado ou quimioterapia, e pessoas vivendo com HIV.


No consultório, o trabalho é o seguimento: entender a causa da imunossupressão, prevenir infecções com vacinas, rastreios e profilaxias, e tratar cedo quando elas acontecem, em conjunto com o médico que conduz o tratamento de base. HIV, PrEP e PEP, hepatites e infecções sexualmente transmissíveis também fazem parte da rotina.


Fora do consultório, atua como infectologista na Rede Meridional, em Cariacica, no Hospital Estadual Dr. Dório Silva, na Serra, e no Centro de Testagem e Aconselhamento de Vitória, e como médico da qualidade no Hospital Estadual Central, em Vitória.


As consultas não têm tempo limitado, e o contato é direto com o médico, sem intermediários. O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta para todo o Brasil. Se você busca acompanhamento em Infectologia, agende uma consulta.

Saiba mais