Seguimento de pacientes imunossuprimidos
O que é?
Imunossuprimido é quem tem as defesas do organismo reduzidas — por uma doença ou, mais frequentemente, por um tratamento. Estão nesse grupo pessoas transplantadas de órgão ou de medula, em quimioterapia, em uso de imunobiológicos (como os usados em artrite reumatoide, doença de Crohn, psoríase e esclerose múltipla), em corticoide por tempo prolongado e com doenças autoimunes ou hematológicas. Pessoas vivendo com HIV também fazem parte desse grupo e têm uma página própria neste site.
Com a imunidade reduzida, as infecções ficam mais frequentes, podem ser mais graves e às vezes são causadas por vírus, bactérias ou fungos que não adoecem quem tem a imunidade normal — as chamadas infecções oportunistas. Além disso, o próprio tratamento que baixa a imunidade pode reativar infecções antigas e silenciosas, como tuberculose e hepatite B.
O seguimento infectológico é o acompanhamento contínuo desse paciente, em conjunto com o médico que conduz o tratamento de base — reumatologista, gastroenterologista, dermatologista, neurologista, oncologista, hematologista ou equipe de transplante. O objetivo é prevenir o que pode ser prevenido, identificar cedo o que não pôde ser evitado e tratar interferindo o mínimo possível no tratamento da doença principal. É a área a que o Dr. Marlon Moreli dedica sua principal atuação.
Sintomas e Diagnóstico
Em quem tem a imunidade reduzida, os sinais de infecção podem ser discretos: a febre pode ser baixa ou nem aparecer, e a dor pode ser menor do que o esperado. Por isso, sintomas que em outra pessoa seriam banais merecem avaliação rápida — febre a partir de 37,8 °C na axila, calafrios, tosse ou falta de ar, dor ao urinar, diarreia persistente, feridas na pele ou na boca que não cicatrizam, dor de cabeça forte com febre, e cansaço, perda de peso ou suor noturno sem explicação.
Febre em quem está em quimioterapia e com as células de defesa baixas (neutropenia febril) é uma urgência: a orientação é procurar atendimento no mesmo dia, sem esperar a consulta.
A avaliação parte de três perguntas: qual é a causa da imunossupressão, quais medicamentos estão em uso e há quanto tempo, e quais exposições e infecções a pessoa já teve. A partir daí os exames são dirigidos — hemograma, culturas, sorologias, exames de imagem e testes específicos para agentes oportunistas, como citomegalovírus e fungos. Em imunossuprimidos, identificar o agente com precisão faz diferença, porque o tratamento feito às cegas nem sempre acerta o causador da infecção.
Tratamento
O tratamento depende do agente identificado e da gravidade: antibióticos, antivirais ou antifúngicos, em casa ou no hospital, muitas vezes por mais tempo do que em pessoas com imunidade normal. Uma parte importante do trabalho é ajustar esses medicamentos aos que o paciente já usa — imunossupressores têm muitas interações — e decidir, junto com o médico assistente, se o tratamento de base precisa ser modificado temporariamente.
Prevenir vale mais do que tratar, e é isso que ocupa a maior parte do seguimento:
Vacinação do imunossuprimido. Atualizar as vacinas antes de iniciar a imunossupressão, sempre que possível, e manter as indicadas depois. Vacinas inativadas — gripe, pneumocócica, covid-19, hepatite B, herpes-zóster — são seguras nesse grupo; vacinas de vírus vivo em geral são contraindicadas durante a imunossupressão. Por isso o momento de aplicar cada uma importa.
Rastreio antes de imunossuprimir. Tuberculose latente, hepatites B e C, HIV, estrongiloidíase e, conforme o caso, doença de Chagas, toxoplasmose e citomegalovírus. Tratar o que for encontrado evita reativações graves depois.
Profilaxias. Medicamentos preventivos em situações de risco definido — por exemplo, contra pneumocistose em corticoide em dose alta ou quimioterapia, e antivirais no pós-transplante.
Orientações práticas. Cuidados com alimentos, água, animais, viagens e contato com pessoas doentes — sem transformar a vida em isolamento.
Nada disso é uma lista fixa: o plano é montado para o tipo de imunossupressão, a fase do tratamento e a história de cada paciente, e revisto a cada mudança de medicação.
Como é o atendimento?
A primeira consulta não tem tempo limitado. O Dr. Marlon revisa o histórico, as medicações em uso e as previstas, as vacinas já aplicadas e as infecções anteriores, e pede os exames de rastreio que ainda faltam. Dessa avaliação saem três coisas: um calendário vacinal, a lista de profilaxias indicadas e um plano do que fazer se aparecer febre ou outro sinal de alerta.
O acompanhamento continua ao longo do tratamento de base, com retornos combinados conforme a fase — mais próximos no início da imunossupressão e nos meses após um transplante, mais espaçados quando a situação está estável. As recomendações são compartilhadas com o médico assistente, para que as decisões sejam tomadas em conjunto.
O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta para retornos, orientações e para quem mora em outra cidade — o seguimento de imunossuprimidos se adapta bem ao formato remoto, com os exames feitos onde o paciente está.
Infectologista
O Dr. Marlon Moreli é médico infectologista (CRM-ES 13709, RQE 15263), com residência em Infectologia no Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM-UFES) e pós-graduação em Infecção em Imunossuprimidos não HIV pela Faculdade Sírio-Libanês. É a esse grupo de pacientes que dedica a maior parte da sua atuação: pessoas transplantadas, em uso de imunobiológicos, corticoide prolongado ou quimioterapia, e pessoas vivendo com HIV.
No consultório, o trabalho é o seguimento: entender a causa da imunossupressão, prevenir infecções com vacinas, rastreios e profilaxias, e tratar cedo quando elas acontecem, em conjunto com o médico que conduz o tratamento de base. HIV, PrEP e PEP, hepatites e infecções sexualmente transmissíveis também fazem parte da rotina.
Fora do consultório, atua como infectologista na Rede Meridional, em Cariacica, no Hospital Estadual Dr. Dório Silva, na Serra, e no Centro de Testagem e Aconselhamento de Vitória, e como médico da qualidade no Hospital Estadual Central, em Vitória.
As consultas não têm tempo limitado, e o contato é direto com o médico, sem intermediários. O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta para todo o Brasil. Se você busca acompanhamento em Infectologia, agende uma consulta.