Infecções e imunobiológicos
O que é?
Imunobiológicos são medicamentos que bloqueiam pontos específicos do sistema imunológico — como o TNF, as interleucinas ou os linfócitos B — para controlar doenças em que a imunidade ataca o próprio corpo: artrite reumatoide, espondilite, artrite psoriásica, lúpus, doença de Crohn, retocolite, psoríase, hidradenite, esclerose múltipla, entre outras. O mesmo vale para outras terapias-alvo, como os inibidores de JAK. Funcionam muito bem, e o preço disso é uma imunidade mais baixa em pontos precisos, o que abre espaço para infecções que a pessoa não teria de outra forma.
Os riscos são conhecidos e diferentes para cada medicamento: reativação de tuberculose latente e de hepatite B, infecções por fungos e por bactérias comuns, herpes-zóster e algumas infecções raras, mas graves. Quase todos podem ser evitados ou detectados cedo — desde que alguém olhe para isso antes, durante e depois do tratamento.
Esse é o papel do infectologista no time: fazer o rastreio antes de começar, organizar as vacinas, definir profilaxias quando indicadas e ser a referência quando aparece febre ou infecção no meio do tratamento — sempre em conjunto com o reumatologista, o gastroenterologista, o dermatologista ou o neurologista que prescreve o medicamento. É uma das principais atuações do Dr. Marlon Moreli, dentro do seguimento de imunossuprimidos.
Avaliação
Antes da primeira dose: teste para tuberculose latente (PPD ou IGRA) e radiografia de tórax; sorologias de hepatites B e C e HIV; exame para estrongiloidíase e, conforme a origem, doença de Chagas; revisão do cartão de vacina e das infecções anteriores, em especial herpes-zóster e fungos. O resultado define se algo precisa ser tratado antes de começar — como a tuberculose latente, tratada por meses antes do imunobiológico — ou junto com ele.
Durante o tratamento: atenção a febre, tosse persistente, feridas na pele, diarreia prolongada, perda de peso e suor noturno. O imunobiológico pode abafar a febre e os sinais de inflamação, então as infecções aparecem mais discretas do que o normal e merecem investigação mais cedo. O rastreio de tuberculose é refeito em quem tem exposição contínua, e as sorologias, quando o esquema muda.
Ao trocar de medicamento ou associar outro imunossupressor, a avaliação é refeita, porque o perfil de risco muda de um para o outro.
Prevenção e tratamento
Antes de começar. Tratar a tuberculose latente e, quando há marcadores de hepatite B, iniciar o antiviral que impede a reativação. Vacinar: gripe, pneumocócica, covid-19, hepatite B, herpes-zóster recombinante, HPV — as inativadas podem ser aplicadas a qualquer momento; as de vírus vivo, como febre amarela e varicela, só antes, com o intervalo adequado.
Durante. Febre em quem usa imunobiológico é para avaliar, não para esperar: em geral cabe adiar a próxima dose até a infecção estar controlada, e a decisão de pausar ou manter é tomada com o médico que prescreve. Muitas infecções são tratadas sem interromper o tratamento de base; outras exigem pausa temporária. Antibióticos, antivirais e antifúngicos são escolhidos considerando as interações e a profundidade da imunossupressão.
Profilaxias. Em combinações de maior risco — imunobiológico com corticoide em dose alta, por exemplo —, medicamentos preventivos contra pneumocistose ou herpes podem ser indicados por um período.
Viagens e exposições. Orientação antes de viajar para áreas de febre amarela, malária ou dengue, e cuidados com alimentos crus, água, animais e obras e cavernas, onde vivem fungos como o histoplasma.
Como é o atendimento?
A consulta não tem tempo limitado. O paciente traz a receita ou o plano do medicamento, os exames já feitos e o cartão de vacina. O Dr. Marlon completa o rastreio, monta o calendário vacinal, define as profilaxias e devolve ao médico assistente um parecer com o que foi feito e o que falta — de modo que o início do imunobiológico não atrase por falta de exames.
Durante o tratamento, o paciente tem um canal para dúvidas e sinais de alerta, e retornos combinados conforme o risco. O médico assistente é informado de qualquer infecção relevante e da recomendação de pausar ou manter a medicação.
O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta — adequada para o rastreio pré-tratamento, com os exames feitos onde o paciente mora, e para os retornos.
Infectologista
O Dr. Marlon Moreli é especialista em Infectologia, formado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM). Com mais de 10 anos de experiência na área, ele se destaca por sua abordagem humanizada e comprometida com o cuidado individualizado de cada paciente. Sua trajetória profissional é marcada por uma sólida formação acadêmica, incluindo uma residência em Infectologia e uma pós-graduação em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente.
Com escuta atenta e empatia, o Dr. Marlon acredita que o diálogo claro e a confiança são fundamentais na relação médico-paciente. Ele se dedica a oferecer orientações seguras e tratamentos baseados nas melhores evidências científicas, sempre respeitando a singularidade de cada paciente. Para ele, o cuidado vai além do diagnóstico; é um processo que envolve apoio integral ao longo de toda a jornada de saúde.
As consultas com o Dr. Marlon não têm tempo limitado, permitindo que cada paciente receba toda a atenção necessária, sem pressa. Essa característica é um diferencial importante em sua prática, pois proporciona que todos os aspectos da saúde do paciente sejam abordados de forma completa e cuidadosa.
Além da formação em Infectologia, o Dr. Marlon concluiu pós-graduação em Infecção em Imunossuprimidos não HIV pela Faculdade Sírio-Libanês — área à qual dedica hoje sua principal atuação. Se você busca acompanhamento em Infectologia, agende uma consulta.