Vacinação do imunossuprimido


O que é?

Vacinar quem tem a imunidade reduzida é diferente de vacinar qualquer adulto, em três pontos: algumas vacinas podem ser contraindicadas (as de vírus vivo), outras são especialmente indicadas (porque as infecções que previnem são mais graves nesse grupo) e o momento de aplicar muda o resultado — a mesma vacina protege bem antes da imunossupressão e menos durante ela.


Quem precisa desse planejamento: pessoas que vão iniciar ou já usam imunobiológicos, corticoide em dose alta ou prolongada, quimioterapia ou imunossupressores para doenças autoimunes; transplantados de órgão ou de medula, antes e depois do transplante; pessoas vivendo com HIV, especialmente com CD4 baixo; e quem removeu o baço ou tem doenças que afetam a imunidade. Familiares e pessoas que convivem com o paciente também entram no plano, porque proteger quem está em volta protege o paciente.


Esse planejamento é parte do seguimento de imunossuprimidos e uma das principais atividades do Dr. Marlon Moreli — em conjunto com o reumatologista, o gastroenterologista, o dermatologista, o neurologista, o oncologista ou a equipe de transplante que conduz o tratamento de base.

Avaliação

A avaliação começa pelo cartão de vacina — muitas vezes incompleto ou perdido — e pelo histórico de doenças como catapora, sarampo e hepatite B. Quando o cartão não existe, sorologias mostram quem já está protegido e quem precisa de dose: hepatite B, hepatite A, varicela, sarampo, rubéola.


A segunda pergunta é o calendário do tratamento: quando começa a imunossupressão, com que medicamento e em que dose. É ela que define a janela — vacinas de vírus vivo precisam ser aplicadas pelo menos quatro semanas antes do início, e as demais, na maioria das vezes, duas semanas antes, para o corpo ter tempo de responder.


A terceira é o contexto: onde a pessoa mora e viaja (febre amarela, dengue), profissão, contato com crianças pequenas e quem convive com ela. Ao final, sai um calendário individual — o que aplicar agora, o que adiar, o que nunca aplicar durante o tratamento — e os exames que confirmam a resposta quando isso importa, como na hepatite B.

Prevenção

Vacinas indicadas.  Gripe todo ano; pneumocócica; covid-19 conforme o calendário vigente; hepatite B, muitas vezes em dose dobrada ou esquema de quatro doses, com sorologia de controle; hepatite A; meningocócicas; HPV até os 45 anos; herpes-zóster recombinante, que é inativada e indicada em imunossuprimidos; e, para quem não tem baço, o esquema completo contra as bactérias encapsuladas. A maioria é gratuita nos CRIE — os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais do SUS — mediante receita; a de herpes-zóster ainda é só na rede privada.


Vacinas contraindicadas durante a imunossupressão. As de vírus vivo atenuado: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, febre amarela, dengue, BCG e pólio oral. Elas podem causar a própria doença em quem não tem defesas. Quando são necessárias — febre amarela para quem mora ou viaja em área de risco, dengue —, o momento é antes da imunossupressão, com o intervalo adequado; durante o tratamento, a proteção vem de outras medidas.


Quem convive com o paciente. Familiares e cuidadores devem estar em dia com gripe, covid-19, tríplice viral e varicela — seguras para eles, mesmo as de vírus vivo, com poucos cuidados de contato nas semanas seguintes.


Quando a vacina não basta. Para algumas infecções, a proteção do imunossuprimido é complementada com anticorpos prontos (imunoglobulinas) depois de uma exposição — a varicela é o exemplo clássico — ou com antivirais preventivos. Isso faz parte do plano.


O calendário é revisto a cada mudança de tratamento e nos marcos do seguimento: antes do transplante, após a quimioterapia, ao trocar de imunobiológico, na recuperação do CD4.

Como é o atendimento?

A consulta não tem tempo limitado. O paciente traz o cartão de vacina, os exames e a lista de medicamentos em uso e previstos; o Dr. Marlon monta o calendário individual, pede as sorologias que faltam e emite as prescrições para as vacinas do CRIE e da rede privada, com a ordem e os intervalos certos.


As recomendações são compartilhadas com o médico assistente, para que o início do tratamento e a vacinação se encaixem. Familiares podem ser orientados na mesma consulta.


O atendimento é presencial no Espaço Saúde, em Vila Velha, e por teleconsulta — que serve bem para esse planejamento, já que as vacinas são aplicadas onde o paciente mora, no CRIE ou na clínica de vacinas de sua escolha.

Dr. Marlon Moreli

Infectologista


O Dr. Marlon Moreli é especialista em Infectologia, formado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM). Com mais de 10 anos de experiência na área, ele se destaca por sua abordagem humanizada e comprometida com o cuidado individualizado de cada paciente. Sua trajetória profissional é marcada por uma sólida formação acadêmica, incluindo uma residência em Infectologia e uma pós-graduação em Gestão de Qualidade e Segurança do Paciente.


Com escuta atenta e empatia, o Dr. Marlon acredita que o diálogo claro e a confiança são fundamentais na relação médico-paciente. Ele se dedica a oferecer orientações seguras e tratamentos baseados nas melhores evidências científicas, sempre respeitando a singularidade de cada paciente. Para ele, o cuidado vai além do diagnóstico; é um processo que envolve apoio integral ao longo de toda a jornada de saúde.


As consultas com o Dr. Marlon não têm tempo limitado, permitindo que cada paciente receba toda a atenção necessária, sem pressa. Essa característica é um diferencial importante em sua prática, pois proporciona que todos os aspectos da saúde do paciente sejam abordados de forma completa e cuidadosa.


Além da formação em Infectologia, o Dr. Marlon concluiu pós-graduação em Infecção em Imunossuprimidos não HIV pela Faculdade Sírio-Libanês — área à qual dedica hoje sua principal atuação. Se você busca acompanhamento em Infectologia, agende uma consulta.

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